Resumo rápido
- O pedido é feito pelo Meu INSS ou pela Central 135, sem custo.
- Você precisa de conta gov.br, CPF e documentos médicos.
- Há duas vias: análise documental (Atestmed) ou perícia agendada.
- Pedidos feitos depois de 30 dias do afastamento só pagam a partir da data do pedido.
Antes de começar: o que ter em mãos
- Conta gov.br com senha. Se você não tem, crie pelo aplicativo gov.br; contas de nível prata ou ouro dão acesso a mais serviços.
- Documento médico digitalizado: atestado ou laudo legível, com nome, diagnóstico ou CID, data, prazo de afastamento, assinatura e registro do profissional.
- Exames e relatórios que sustentem o diagnóstico, em PDF ou foto nítida.
- Data do último dia trabalhado, se você for empregado.
- CAT ou boletim de ocorrência, se houve acidente.
Se ainda não tem certeza de que cumpre os requisitos, faça antes a checagem da página tenho direito ao auxílio-doença.
Passo a passo no Meu INSS
- Abra o aplicativo Meu INSS ou o site meu.inss.gov.br e entre com o gov.br.
- Toque em Novo pedido.
- Na busca, digite incapacidade e escolha o serviço de auxílio por incapacidade temporária.
- Confira os seus dados pessoais e de contato. Um telefone e um e-mail atualizados evitam perder avisos.
- Responda às perguntas sobre a sua situação: se é empregado, a data do afastamento, se houve acidente.
- Escolha a forma de análise. Se você tem atestado completo e o afastamento se encaixa no limite da análise documental, a opção de enviar documentos costuma ser mais rápida. Se não, agende a perícia.
- Anexe os documentos médicos, um por arquivo, com nomes que identifiquem o conteúdo.
- Revise e confirme. Anote o número do protocolo.
Pelo telefone 135 e na agência
A Central 135 atende de segunda a sábado e faz o mesmo pedido por telefone. O atendente registra o requerimento e agenda a perícia, quando for o caso. Ligar de telefone fixo não tem custo; do celular, pode haver tarifa de ligação local. Se você optar pela análise documental, ainda vai precisar enviar o atestado pelo Meu INSS ou levá-lo a uma agência, conforme a orientação recebida.
As agências do INSS atendem com hora marcada. Agende pelo 135 ou pelo próprio aplicativo. No dia da perícia, chegue com antecedência, leve documento oficial com foto e todos os originais dos documentos médicos.
Depois do pedido: como acompanhar
| O que aparece no Meu INSS | O que significa | O que fazer |
|---|---|---|
| Em análise | O pedido está na fila | Acompanhar em Consultar pedidos |
| Exigência | O INSS pediu documento ou informação | Cumprir no prazo indicado, pelo próprio aplicativo |
| Perícia agendada | Data, hora e local definidos | Separar documentos e não faltar |
| Concluído: deferido | Benefício concedido | Baixar a carta e conferir valor e data de cessação |
| Concluído: indeferido | Benefício negado | Ler o motivo; há 30 dias para recorrer |
Se o benefício for concedido, a carta traz a data de cessação. Ela define até quando você recebe e quando abre o prazo para pedir prorrogação, como explica a página sobre o benefício por incapacidade temporária.
Erros que costumam atrasar ou derrubar o pedido
- Enviar foto escura, cortada ou com o carimbo do médico ilegível.
- Atestado sem prazo de afastamento ou sem CID ou diagnóstico.
- Esperar o fim do tratamento para pedir e passar dos 30 dias.
- Ignorar uma exigência e ter o pedido encerrado por falta de documento.
- Faltar à perícia sem avisar e sem justificar.
- Informar uma data de início dos sintomas diferente da que está nos laudos.
Se o pedido já foi negado, não repita o mesmo pedido com os mesmos papéis: veja primeiro o motivo, com a ajuda da página sobre auxílio-doença negado. A Dra. Ana Messielle pode acompanhar o pedido desde o início, organizando os documentos médicos antes do envio.
Perguntas frequentes
Outra pessoa pode fazer o pedido por mim?
Pode. Não compartilhe a sua senha gov.br: o caminho correto é nomear um familiar ou pessoa de confiança como procurador, com procuração cadastrada no INSS. Advogados também podem fazer o pedido em seu nome. Se você está internado ou sem condições de se locomover, é possível pedir perícia hospitalar ou domiciliar, com comprovação da situação.
Quanto tempo o INSS demora para responder?
Não há um prazo fixo que valha para todos. Pela análise documental, a resposta tende a sair mais rápido. Pela perícia, o tempo depende da agenda de peritos na sua região. Se o atraso for muito longo, há medidas possíveis, como reclamação na Ouvidoria e, em casos de demora excessiva, ação judicial para obrigar o INSS a decidir.
Empregado precisa de algum documento da empresa?
Não é exigido documento específico da empresa para o pedido. O INSS precisa saber o último dia trabalhado, porque o benefício começa no 16º dia de afastamento. Alguns empregadores fornecem uma declaração com essa data, o que ajuda. Se for acidente do trabalho, a CAT deve ser emitida pela empresa e anexada.
Posso pedir o auxílio-doença antes de completar 15 dias de afastamento?
Pode, desde que o atestado já indique afastamento superior a 15 dias. O INSS analisa com base na previsão médica. Não é preciso esperar os 15 dias passarem, e pedir cedo reduz o risco de ultrapassar o prazo de 30 dias. Se a previsão for de até 15 dias, o pedido tende a ser indeferido.
O pedido pelo Meu INSS tem algum custo?
Não. Pedir benefício no INSS não tem custo nenhum, seja pelo aplicativo, pelo site, pela Central 135 ou na agência. Desconfie de qualquer pessoa que cobre para agendar perícia ou prometa resultado. Advogados cobram honorários por trabalho jurídico, sempre combinados antes e em contrato escrito, mas o pedido em si não depende de pagamento.
Advogada com atuação exclusiva em Direito Previdenciário há mais de 4 anos. Acompanha pedidos no INSS, recursos e ações judiciais de segurados de todo o Brasil, com atendimento online e presencial em São Paulo, com horário agendado.
Ana Messielle Lima de Oliveira, OAB/SP nº 000.000 (confirmar). Conteúdo informativo; cada caso depende de análise individual.